El criollo caboverdiano: de la marginalización colonial a la legitimidad cultural
DOI:
https://doi.org/10.3989/arbor.2026.815.3038Palabras clave:
cabo verde, criollo, identidad, colonialismo, resilienciaResumen
Este artículo analiza la evolución del idioma criollo caboverdiano desde su origen y desarrollo hasta su función como medio de expresión cultural frente al colonialismo portugués. Partiendo de los modelos monogenético y poligenético, se describe cómo, en el marco colonial, un pidgin surgido para facilitar la comunicación entre la población colona y la población africana esclavizada se transformó, ya en el siglo XVII, en una lengua autónoma. Frente a la hegemonía del portugués como lengua de prestigio, el criollo fue relegado a la marginalidad y se consolidó como una lengua de uso cotidiano, conservando la memoria africana, nutriendo las manifestaciones culturales y convirtiéndose en un símbolo de resiliencia colectiva. La oficialización parcial del criollo, especialmente con la adopción de la ALUPEC y su reconocimiento como Patrimonio Cultural Inmaterial, refleja su creciente legitimación social. El corpus incluye textos literarios populares, documentos y prensa histórica, ensayos y textos legislativos. La metodología combina el análisis histórico con un enfoque antropológico y sociolingüístico.
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